Prefere ler em papel ou no ecrã?

É uma questão bastante pertinente nos dias de hoje. Apesar de a grande maioria dos indivíduos preferir ler em papel, por proporcionar uma experiência mais profunda e intensa, várias análises recentes mostram que as atitudes estão a mudar, com as diversas plataformas de leitura digital a disseminarem-se pelo público mais jovem.

De acordo com o artigo “A leitura no ecrã – do papel para o digital”, do jornalista João Pedro Lobato, “a leitura numa plataforma digital tem a grande peculiaridade de ser disponibilizada através de um ecrã, o que permite aliar o texto a imagens, vídeos ou ficheiros de som. Porém, o que a torna cativante e radicalmente diferente é a possibilidade de manter o leitor, assim como o próprio texto, ligado em rede, através da internet, o que permite navegar de texto em texto ou mudar de uma obra para outra com apenas alguns cliques. A juntar a isto, as edições eletrónicas beneficiam de uma maior capacidade de armazenamento de informação, seja de livros, jornais ou revistas digitais, com a sua produção e disseminação a serem também muito mais rápidas”.

Contudo, e segundo um estudo da Universidade de Valência, em Espanha, existe uma “superioridade do papel”: quando se lê em papel, a compreensão do que é lido é maior, ao contrário do que acontece quando o mesmo conteúdo informativo é lido em ecrãs. Citando o estudo, o jornal Público noticia mesmo que “as pessoas adotam um ‘estilo de processamento mais superficial’ quando estão a ler num formato digital, podendo também estar envolvida uma falha na qualidade e na capacidade de atenção. Seguindo esta hipótese, ‘quanto mais as pessoas utilizarem os meios digitais para estas interações superficiais, mais difícil será usá-los para tarefas desafiantes”.

E quanto a si, qual é o seu meio de leitura preferido?