BI Award for Innovation in Healthcare: projeto de telemedicina em neurocirurgia vence 1.º prémio

A equipa GLIA, do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP), foi a grande vencedora com um “projeto sobre telemedicina entre um centro hospitalar de referência, na área de neurocirurgia, e diversas instituições da sua área de influência, que visa otimizar os cuidados prestados aos doentes e, ao mesmo tempo, otimizar os recursos económicos e temporais para os profissionais de saúde e doentes”.

O grupo do serviço de neurocirurgia do CHUP “propõe criar, no serviço de Neurocirurgia, uma sala de teleconsulta, com integração online através de uma plataforma digital, que permita uma comunicação atempada e imediata com os Cuidados de Saúde Primários, rede de Cuidados Continuados e Cuidados Paliativos e restantes Centros Hospitalares da área de influência com equipamento tecnológico e espaço físico apropriados”.

O projeto “foca-se na dor lombar, patologia com impacto alargado na população e que se traduz em perda de qualidade de vida e em absentismo”. O objetivo é “melhorar a resposta aos doentes, reduzindo o número de deslocações e a dispersão de consultas e meios complementares de diagnóstico e terapêutica”. A ideia é que o “projeto piloto valide as premissas do projeto e que este venha a ser alargado a mais patologias, especialidades e zonas do país”.

2.º lugar: Projeto MyDHU

“Sistema de Informação para apoio ao cuidador informal e ao utente – Uma abordagem integrativa em Hospitalização Domiciliária” é o nome do projeto da equipa MyDHU, que ficou em segundo lugar.

Através da aplicação que o projeto vai desenvolver, será possível registar vários dados de saúde do doente e introduzir evoluções diárias, bem como colocar dúvidas a que a equipa de saúde procurará dar resposta. O projeto quer também promover a literacia dos cuidadores informais, ensinando por via virtual temas relevantes como técnicas de mobilização do doente, medição da pressão arterial ou do oxigénio.

3.º lugar: Projeto Safer

Com uma “proposta de identificação pró-ativa para Referenciação Rápida e Segura de doente não COVID, que une os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares e que recorre a business intelligence para a priorização clínica dos utentes”.

A equipa do projeto quer “mitigar os efeitos da pandemia na acessibilidade aos cuidados de saúde e propõe a construção de uma ferramenta que permita identificar os doentes que ficaram para trás, chamando-os pró-ativamente para consultas nos centros de saúde e nos hospitais”. O projeto vai “focar-se sobretudo nas doenças crónicas não transmissíveis, isto é, nas pessoas com dislipidemia, hipertensão, diabetes e obesidade, entre outros exemplos, ou em risco de desenvolver estas patologias”.

Os projetos vencedores, além de um prémio monetário, deverão ser “integrados num ecossistema adequado à sua aplicação, que permitirá a contribuição direta para a sociedade e a saúde dos portugueses”.

O BI Award for Innovation in Healthcare, uma iniciativa da Boehringer Ingelheim, com o apoio institucional da Ordem dos Médicos, contou com um “número recorde de candidaturas: mais de 100 equipas apresentaram projetos diferenciadores e inovadores para apoiar a retoma dos cuidados de saúde e o sistema de saúde em Portugal”.